segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Velho poema (ou nao)

No meu outro blog eu escrevi bastante porcaria mas decidi resgatar este texto adorável:

Ele não conhece as respostas
Nem a si mesmo
Ele só sabe que as coisas,mesmo nao querendo,mudam
E sabe que cada segundo é muito pra se desperdiçar
Cada sensação é divina
Cada momento faz parte do que ficará na memória
Cada memória é o ámago do valor dos que a compreendem
Ele se preocupa com os outros mais do que deveria
Os outros se preocupam com ele menos do que deveriam
Mas ele reconhece o próprio valor
Que talvez um dia as coisas mudem
Como elas sempre fizeram antes
Ele pensa ser um poeta ou algo mais
Ele quer amar como um
E sabe que não é nem um,nem o outro
Sabe tambem,que se seguir a mesma paixão pode vir a ser algum dia
Ele acredita em muitas coisas,mas tambem desacredita
Em sua solidão,ele viaja
Viaja no tempo,no espaço
Na terra,no céu,no mar
Agora é uma formiga em meio a uma enorme relva
Ontem foi um pássaro que voou entre nuvens brancas
Amanhã pode vir a ser a relva ou a nuvem
Um soldado na segunda guerra,um prisioneiro,ou Hitler
Um eremita,Deus,Lúcifer
Ou o tudo,o nada
Ele vive,ri,chora
Ele pensa,sente e se cansa
Ele não sabe nada e sabe tudo
Ele é alguém pra si mesmo
Mas é só mais alguém pro mundo
Ele descobre muitas coisas sozinho ou não
Ele descobriu que pode fugir de tudo
E que depois sempre acaba voltando
Ele descobriu que pode pensar ou não
Ele descobriu que não é tão vazio quanto pensava.....

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