Nao existe revolta.
Eu sou um homem sem nome,sem capital.
Sou insípido e incolor.
Carrego as nuvens em um saco plástico.
Elas escapam e se dissolvem entre meus dedos.
Eu invejo memórias em uma tela de cristal líquido.
Construo castelos de seda e lixo.
Enquanto ouço sinfonias de kilobytes.
As minhas leis são mímica.
O meu rei sou eu.
Minha rainha , a sexta.
Até o tempo a destronar.
Mas ela sempre volta.
Sempre volta.
Meus inimigos são ohms , raios e neutrons.
Eu vivo de hertz concentrados.
E vivo da minha liberdade
Mesmo que ela nao exista.
Eu sou,eu sou e não sou.
Não sei quem sou.
Nem me esforço para saber.
Prefiro não ficar séculos tentando descobrir.
Adeus.
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